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de August Strindbergencenação Gonçalo Waddington
Não exageramos se dissermos que O Pai (1887) é uma das peças mais ferozes de August Strindberg. Um abalo sísmico em três atos, que continua a sacudir até aos alicerces as paredes da sala de estar da família burguesa. Num lar tradicional, o pai, Capitão, e a mãe, Laura, estão em conflito aberto sobre a educação da filha, Berta. “É como estar metido numa jaula de tigres.” Quando o Capitão tenta impor a sua vontade, Laura retalia, instilando na imaginação febril do marido o vírus da dúvida: seria ele, de facto, o pai de Berta? A incerteza lança o Capitão no devastador pesadelo da paranoia, da alucinação e até da demência. O Pai põe em cena vários dos temas caros a Strindberg, não sem uma sombra de misoginia: o autor via as relações entre homens e mulheres como uma “luta de morte pelo poder”. Com esta peça, regressamos à obra do dramaturgo das “vastas extensões do íntimo” e ao trabalho de encenação de Gonçalo Waddington.
tradução António Cabrita, Luís Miguel Cintra desenho de luz Daniel Worm cenografia e figurinos Ângela Rocha assistência de encenação Rafael Gomes direção de produção Cláudia Teixeira produção executiva Sofia Freitas gestão financeira e administrativa Sufoco interpretação Carla Maciel, Cecília Borges, Gonçalo Waddington, Hugo Narciso, Joana Bárcia, João Pedro Vaz, Miguel Sopas coprodução Gonçalo Waddington & Carla Maciel, São Luiz Teatro Municipal, Teatro Nacional São João apoio à residência artística Companhia Olga Roriz estreia 16 Set 2026 São Luiz Teatro Municipal (Lisboa)
dur. aprox. 1:30
M/14 anos
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Event venue
Teatro Nacional São João, Porto, Portugal
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