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Vivaldi: As 'Sete' EstaçõesTemplo da Música - Igreja da Misericórdia, Tomar
28 de Maio 2026 | 19h15 | M/6 | Duração: 60’
A natureza e o passar do tempo estão no centro de algumas das páginas mais célebres de Antonio Vivaldi. Publicadas em 1725 no conjunto Il cimento dell’armonia e dell’inventione, as "Quatro Estações" tornaram-se um dos exemplos mais conhecidos de música programática do período barroco: cada concerto descreve episódios ligados ao ciclo anual — o canto dos pássaros, tempestades, caçadas, danças camponesas ou o frio do inverno. O próprio Vivaldi acompanhou a partitura com sonetos que orientam o ouvinte através dessas imagens.
O programa "As Sete Estações" propõe uma escuta ampliada desse universo. Entre os quatro concertos do ciclo original surgem três concertos para flauta do próprio Vivaldi, que funcionam como “estações intermédias”: momentos de transição ou de comentário poético ao percurso das estações.
Após a Primavera, aparece o Concerto para flauta “Il Gardellino”. O título refere-se ao pintassilgo (gardelino), cujo canto é evocado pela flauta através de rápidas figuras ornamentais e saltos ágeis. A peça prolonga a atmosfera primaveril criada no concerto anterior, mas desloca o foco da paisagem para o detalhe íntimo do canto de um pássaro — quase como se a natureza fosse observada mais de perto.
Entre o Verão e o Outono surge o célebre Concerto “La Notte”. Aqui o clima muda radicalmente: a noite torna-se um espaço de imaginação, inquietação e sonho. Movimentos breves e contrastantes evocam fantasmas, sombras e momentos de repouso suspenso. Curiosamente, o movimento lento partilha uma afinidade expressiva com o Adagio molto do "Outono", criando uma ponte entre a tensão do verão e a atmosfera mais contemplativa que se segue.
Antes do "Inverno", o programa inclui Tempesta di Mare, um dos concertos para flauta mais virtuosísticos de Vivaldi. Como o título sugere, a música descreve uma tempestade no mar através de escalas rápidas, arpejos e ritmos impetuosos. A energia turbulenta desta obra funciona como prelúdio dramático para o frio rigoroso e as paisagens geladas do Inverno.
Escutadas desta forma, as obras de Vivaldi revelam não apenas o ciclo conhecido das quatro estações, mas um percurso mais amplo, onde a natureza é observada sob diferentes ângulos: a paisagem, o canto dos pássaros, a noite inquieta, a violência dos elementos. O resultado é um itinerário musical em sete “estações”, que amplia o imaginário vivaldiano e convida o ouvinte a percorrer o tempo da natureza com novos contrastes e novas cores sonoras.
Ficha artística
Musicamerata Ensemble
César Viana (flautas solo)
Eliot Lawson (violino)
Luís Pacheco Cunha (violino)
Saiba mais em musicamera.pt
#tomar
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Event Venue
Igreja da Misericórdia, Torres Novas, Portugal
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